Giro de Abril
Tudo que aconteceu de mais importante esse mês na História e no Operação Barbarussa!
O primeiro video de abril foi mais um alerta contra a desinformação, desmentindo os boatos de que foi descoberto uma segunda esfinge enterrada no Egito. Num tom próximo, também aproveitamos para desmistificar a ideia de que as pessoas Pompéia viraram pedra, elas na verdade, em sua grande maioria, morreram soterradas por cinzas, gases tóxicos e pedras vulcânicas.
Inclusive, nesse vídeo, rolou o anúncio de algo muito legal! Eu, o Vogalizando e o História em Meia Hora vamos fazer uma viagem de 10 dias para Grécia e Roma com vocês, com praticamente já tudo incluso! Vai ser uma viagem muito legal, sem dor de cabeça e não só conosco, mas com outros amantes de História (o que significa ninguém te apressando no museu ou no sítio arqueológico!). Eu ia ficar muito feliz de ter a sua companhia!
Depois, o cenário internacional nos lembrou da história de como o homem mais rico do mundo destruiu o seu império atacando o Irã: ele é Creso, o último rei da Lídia (hoje Turquia).
Em seguida, contamos sobre essa fronteira entre a Índia e a China, que gera muitos conflitos e usa técnicas de combate e armamentos medievais para ser defendida.
Falamos também sobre a famosa cidade grega de Esparta, e como provavelmente o que conhecemos de sua história e cultura não é o que era Esparta de verdade. E pra quem quiser saber mais sobre o assunto, tem vídeo novo sobre a civilização espartana no Youtube
Como passamos pelo feriado de Tiradentes, discutimos sobre o porquê essa figura é considerada uma espécie de messias da República.
E, ainda, fomos investigar uma imagem que inundou a web recentemente: uma foto do Hitler de quimono?
Aproveitando que 28/04 foi o dia em que as tropas brasileiras realizaram um ataque a Fornovo di Taro, na Itália fascista, que levou à rendição de mais de 10.000 soldados alemães e italianos, durante a Segunda Guerra Mundial, Teve repost do nosso vídeo com Vini sobre a demora da entrada do Brasil na Guerra. No mesmo dia saiu também nosso vídeo escolhido pelos membros do apoia.se/operacaobarbarussa: duas piratas mulheres - e de fora do Caribe - para você conhecer!
Se você quiser escolher o tema do vídeo desse mês, poder concorrer a sorteios, ter conversas com especialistas e acesso a contéudos extras e antecipados (além de ajudar o canal a ficar cada vez maior e conseguir produzir cada vez mais coisa), entre pro Clube de História clicando aqui!
REACTS
Todos os vídeos reagidos no mês
A Nintendo só existe porque os portugueses falharam em catequizar os japoneses?
Napoleão era realmente obcecada pela larissinha não lavada da Josefina?
O que rolou na História
Por fim, o momento de você ficar inteirado de tudo que está acontecendo na História e na Arqueologia.
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Papiro antigo revela novas linhas da filosofia grega
Pesquisadores encontraram um fragmento de papiro de 2.000 anos, recuperado dos arquivos do Instituto Francês de Arqueologia Oriental no Cairo, que preserva trechos inéditos relacionados à filosofia grega antiga. O documento contém 30 versos, até então desconhecidos, escritos por Empédocles de Agrigento, filósofo grego que viveu no século V a.C. e pode contribuir para o entendimento de correntes filosóficas clássicas, ampliando o corpus de textos disponíveis sobre o pensamento do período e oferecendo novas perspectivas sobre a transmissão e preservação do conhecimento na Antiguidade. Ademais, o caso evidencia como novas descobertas podem reconfigurar interpretações sobre tradições e culturas consideradas já bem consolidadas.
Fonte: University of Liège
Monumento egípcio retrata imperador romano como faraó
Uma Estela egipcia representando o imperador romano Tibério foi encontrada durante trabalhos de restauração no complexo de templos de Karnak, em Luxor (antiga Tebas). O monumento de pedra combina elementos iconográficos romanos e egípcios, apresentando Tibério em pé diante de Amon, Mut e Khonsu - deuses venerados em Luxor -, o que reflete a adaptação política e simbólica do poder romano após a incorporação do Egito ao império. A representação evidencia estratégias de legitimação do domínio romano, ao incorporar tradições visuais egípcias para se comunicar com a população local. O achado ilustra como o poder imperial se apropriava de símbolos religiosos e culturais para consolidar sua autoridade.
Fonte: Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito
Estudo sugere que maias rejeitavam a realeza divina em períodos de crise
Um novo estudo analisa um salão com colunata em Ucanal, datado do reinado de Papmalil, que por volta de 810 d.C. ascendeu ao poder em Ucanal , cidade maia no que hoje é o norte da Guatemala. As evidências linguísticas e os artefatos desenterrados no sítio sugerem que Papmalil pode ter vindo de uma comunidade de língua náuatle do México Central, tornando-o um “forasteiro poderoso” em um período de grandes transformações para os maias. Datada de seu reinado, a estrutura encontrada é apontada como um possível exemplo de casa de conselho, um espaço onde líderes se reuniam para deliberar sobre assuntos políticos, guerras, julgamentos, celebrações e outras atividades comunitárias. Tal achado contribui para uma visão mais dinâmica das sociedades maias, destacando a existência de tensões políticas e adaptações institucionais, além de apontar para estruturas mais flexíveis e negociadas do que previamente se imaginava.
Fonte: Christina T. Halperin et al, Council houses and new systems of governance in the Terminal Classic Southern Maya Lowlands, Antiquity (2026). doi.org/10.15184/aqy.2026.10329
É identificado o local da antiga residência de Shakespeare em Londres
Pesquisadores mapearam com maior precisão a localização de uma antiga residência de William Shakespeare na cidade de Londres. A descoberta foi possível por meio da análise de registros históricos e dados cartográficos, que permitiram não apenas identificar a localização exata da propriedade na rua Blackfriars, comprada em 1613, como também sua planta e dimensões. O achado contribui para o entendimento da vida cotidiana e das redes sociais de Shakespeare em seus últimos anos de vida, além de mostrar como estudos documentais podem revelar aspectos ainda pouco conhecidos, mesmo se tratando de figuras amplamente estudadas.
Fonte: King’s College London
Estudo genético revela população da Ásia desconhecida na ancestralidade americana
Um estudo com quase 200 genomas indígenas identificou evidências de uma população asiática “fantasma” que contribuiu para a formação genética dos povos das Américas. Os dados publicados apontam que a migração humana para o continente foi mais complexa do que modelos anteriores sugeriam, envolvendo três ondas migratórias e interações populacionais, além de revelar vestígios de uma “linhagem fantasma” de origem asiática, que contribuiu com genes tanto para os indígenas americanos quanto para os primeiros australianos e neozelandeses. Esse sinal genético, que os pesquisadores chamam de Ypykuéra (que significa “ancestral” na língua indígena tupi do Brasil), está presente em níveis baixos, porém consistentes, em povos indígenas há mais de 10.000 anos. A descoberta desafia narrativas tradicionais sobre o povoamento das Américas, apontando para uma história marcada por misturas genéticas e trajetórias migratórias diversas, ainda parcialmente desconhecidas.
Fonte: Araújo Castro e Silva, M., Nunes, K., Ribeiro, MR, Passareli-Araujo, H., Barbosa Lemes, R., Kimura, L., Sacuena, P., Amorim, CEG, Bortolini, MC, Mill, JG, Guerreiro, JF, Barbieri, C., Hernández-Zaragoza, DI, Walter, A., Chowdhury, TN, Herrera-Macías, D., Lara-Riegos, JC, Del Castillo-Chávez, O., Zurita, C., Tito-Álvarez, AM, Vásquez-Domínguez, E., Moo-Mezeta, ME, Torres-Romero, JC, Aguilar-Campos, A., Serrano-Osuna, R., Parolín, ML, Bravi, CM, Ramallo, V., Baillet, G., Revollo, S., Sandoval, JR, Fujita, R., Barquera, R., Santos, FR, Comas, D., & Hünemeier, T. (2026). A história evolutiva e a diversidade genética única dos indígenas americanos. Nature . https://doi.org/10.1038/s41586-026-10406-w
Isso tudo foi o Giro de Abril, para você ficar a par de tudo que rolou.
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Até a próxima!
Fraternalmente,
João Pedro Diniz, do









